quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quimera

Já não me basta mais sorrir em meio ao caos. Meu sorriso não é alívio, mas arrebatamento. Se for sorrir, quero fazê-lo com grandiosidade, maximizando o sentimento que habita dentro de mim, que me faz transparecer ao mundo o quão próspero é o meu âmago.

Já não quero mais ser só desejado, quero ser amado. Não amor de padaria, amor de verdade, cumplicidade, companheirismo, amizade, isso é amor. Amor não é corpo, não é atrito, nem beijo, nem excitação, isso é sexo. Amor é exautação, sutileza, compreensão, carinho.

É para o amor de minha vida que guardarei os meus mais belos sorrisos, as mais especiosas palavras e os olhares mais encalorados. É para ele que me darei de presente, sem pretérito, enlaçado com um futuro promíssor e tentável. O dedicarei tudo o que há de melhor em mim, e o ensinarei a lidar com o antogonista que, porventura, aparecerá. Os defeitos serão muitos, a benevolência que é rara. Juro que o perdoarei se não me perdoares pelos longíquos erros que cometerei, amnistiarei-o de toda e qualquer tentativa de me presumir. Infelizmente sou enigma, com portinholas e camarinhas de difícil acesso, outras jamais adentradas. Mas meu coração, ah meu coração é tímido demais para ser complexo. Bobo em demasia para dificultar a sua locação. Minha essência é de vivacidade, a crosta que a cobre, talvez, seja rija demais para seres humanos comuns. Felizmente, meu amor, você não é trivial. Você sou eu noutrora, quando a felicidade dentro de mim não puder contêr-se em seu lugar e explodir para esse belo e tênue sentimento que é amar.

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